domingo, 30 de maio de 2010

HÁ QUEM BUSQUE

Manoel Ribeiro da Costa

Há quem busque palavras arrojadas

para escrever o verbo decassílabo.

Há quem busque as imagens mais fantásticas

para falar dos pássaros, do fogo,



das estrelas, do mar, do céu, das nuvens,

das ruas, das formigas, dos jardins

e dos deuses. Há quem busque tecer

poemas tão perfeitos quanto belos.



Não procurem, portanto, no que escrevo

nada disso. Meus versos são tão simples

como flores silvestres sobre a mesa.



Eles falam da vida, dos meus sonhos.

Ninguém encontrará aqui Drummond...

Eu sou apenas um simples aprendiz.

(Retirado da Coletânia Minas & Gerais. 13 de Setembro 2010 - 10º Aniversário de falecimento do autor).

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